Revista Mix

O que está por trás do “Perdeu, mané!”

Pare um pouco e pense sobre a exclamação “Perdeu, mané!”, escrita com batom na estátua em frente ao STF, que levou à prisão uma cidadã brasileira, pagadora de impostos:

Tais palavras, comumente proferidas em ambiente vulgar, são ouvidas quando alguém se julga vencedor em um enfrentamento, e então as remete para o oponente, a quem considera um tolo, desprezível, o induzindo a desistir da refrega.

Que conflito é esse, que fez tal frase circular com tamanha repercussão nos meios de comunicação Brasil afora? Quem é quem nesse confronto?

A frase em questão, como bem sabemos, ficou famosa não pelas mãos no batom, de uma mãe de família indignada com os desmandos da política atual, mas anteriormente, pela boca de Luís Roberto Barroso, togado do Supremo Tribunal Federal, que, pelo cargo que ocupa, deveria ter “conduta ilibada”; e foi pronunciada de público, em tom de deboche, contra todo cidadão de bem do Brasil. Quando isso aconteceu, não apenas a Débora, mas todos nós fomos ofendidos. A propósito, Barroso é o mesmo que se gaba de ter derrotado o bolsonarismo. Temos então aqui o equivalente a um árbitro de futebol que, não satisfeito em validar um gol claramente ilegítimo, corre ainda para comemorar, fazendo gestos obscenos contra a torcida adversária. Que conduta ilibada pode ter Barroso, juiz que se presta a esse tipo de escárnio?

Eis o conflito: de um lado temos um ministro do mais alto escalão do Judiciário, que, a exemplo de seus pares, já não faz sequer questão de esconder sua militância política; do outro, milhões de cidadãos brasileiros indignados. Débora Rodrigues, ao gravar com batom a frase, tão somente devolveu a ofensa, e o fez em nome desses milhões de patriotas que, em meio à bandalheira generalizada que se tornou a política no Brasil, insistem em ser tratados com um mínimo de decência.

Em uma situação política de normalidade, tal ministro perderia, sumaria e exemplarmente, o cargo. Em situação política de normalidade, Débora Rodrigues não teria sido levada a escrever coisa alguma na estátua em frente ao STF. Entretanto, o parlamento da República, a quem cabe o monopólio de julgar os ministros da mais alta corte do Judiciário, não deu a pronta e devida resposta, que seria o impeachment de quem, ocupando cargo público de tamanha relevância, teve a audácia de insultar milhões de cidadãos, enquanto os demais membros do tribunal se puseram num silêncio eloquente, de anuência com a afronta.

Foi preciso que Débora, que não é uma deputada, com assessores, verba de gabinete, salário e regalias pagas pelo contribuinte, que não tem imunidade parlamentar, por ironia, Débora, o mesmo nome da juiza que levou o povo hebreu à vitória contra a opressão, Débora, uma simples cabeleireira, apenas com a cara e a coragem, respondesse à altura a afronta do magistrado. Débora não é uma criminosa, Débora é uma heroina!

Chegamos assim a uma situação esdrúxula, em que esse mesmo tribunal, conivente com a afronta de Barroso, é o que julga agora a reação da cidadã Débora Rodrigues. Que isenção tem tais togados para julgar o que quer que seja, quanto mais esse caso em particular? Condenar Débora, mais que uma injustiça, é um ato da mais completa covardia!

O que temos aqui não é uma questão jurídica, mas política. O conflito, que o sinistro Barroso julga ter vencido, continua a ser travado, e assim é porque cidadãos Brasil afora, a exemplo de Débora Rodrigues, continuam a não aceitar entregar o País nas mãos do crime organizado, que hoje atende pelas siglas CV, PCC, PT, PSOL, PSTU, MST etc.

Barroso e seus comparsas só vencerão de fato essa guerra se o povo brasileiro desistir de lutar. Precisamos, portanto, nos empenhar pela anistia dos presos políticos do Oito de Janeiro, entre os quais está Débora Rodrigues. É fundamental unir forças em torno do nosso grande líder, que é Bolsonaro. É assim, de forma organizada e firme, avançando passo a passo, que daremos uma resposta aos nossos inimigos, de que não perdemos a guerra e que não aceitamos a pecha de manés.

É pela Débora, é pelo Clezão, é por todos os presos políticos do Oito de Janeiro. Mais ainda, é pelo futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.

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