Revista Mix

A falácia das falácias da pauta abortista

Ativistas pró-aborto são incansáveis em usar argumentos os mais espúrios, a cada vez, de tantas, que buscam legalizar essa prática abominável. “Feto é só um amontoado de células, não é uma vida humana”, “Feto não sente dor”, “Muitas vezes a futura mãe não tem como dar uma vida digna ao filho, que poderia vir a ser bandido quando adulto”, “Meu corpo, minhas regras, aborto deve ser direito da mulher”, “Ao interromper a gravidez em clínicas clandestinas a mulher corre risco, podendo, em consequência, até morrer”, “Quem não é mulher não deveria opinar”; são alguns dos absurdos mais usados.

É claro que qualquer pessoa, a menos que esteja disposta a relativizar a importância da existência humana, compreende que a vida de cada indivíduo começa no momento mágico do encontro entre um espermatozoide e um óvulo, e não há direito algum que possa ser sobreposto ao direito à existência. Mais que isso, uma gestante é fiel depositário do ser que tem sob guarda, portanto, matar alguém inocente e indefeso, no próprio ventre, além de covardia, vai contra o instinto de preservação da espécie. Mulher nenhuma é obrigada a engravidar, e mesmo que fosse, não faz sentido possuir o privilégio de viver e, ao mesmo tempo, atentar contra o de outrem. Com o agravante de se tratar de alguém sangue do mesmo sangue. Temos então aqui uma questão de caráter, de honradez, contra a qual não existe argumento possível.

No mundo dito moderno, o relativismo moral cada vez maior leva muita gente a cometer essa crueldade, pelos motivos mais banais, como encontrar dificuldade em cursar uma faculdade ou simplesmente ter que deixar de frequentar a balada. Mesmo com acesso fácil a contraceptivos, pessoas não veem problema algum em “curtir uma noite de prazer” de forma inconsequente, e em seguida descartar a vida de terceiros. Na mente egoista, filho passa a estorvo, não só na visão da mãe, mas também na do pai, coautor da ignomínia, que muitas vezes abandona a companheira à propria sorte, e ainda a recomenda esse ato sórdido.

Pior ainda é quem está de fora, e se presta à apologia do aborto. A militância da morte chega ao cúmulo de utilizar a falácia das falácias do abortismo, que consiste em levar pessoas de moral firme a se sentirem culpadas. A estratégia consiste em afirmar existir “dados sérios” que comprovam ser a legalização fator de diminuição da prática, uma vez que a gestante, ao procurar assistência, teria que confirmar a decisão após ser aconselhada, por psicólogos, a mudar de idéia.

Ora, o que temos aqui é uma falácia de dicotomia, com o intuito de fazer pensar que não haveria outra forma de reduzir essa incidência macabra, a não ser por permissividade. Induz- se, assim, as pessoas, a escolher entre ser à favor da legalização e poupar algumas vidas, ou ser contra e culpadas pelas mortes. Porém, como mensurar a incidência de abortos em um país se raramente alguém vai a uma delegacia registrar a ocorrência do crime? Se não é possível mensurar, como seria possível fazer comparação? Esses “dados sérios” não passam de estimativas toscas, muitas vezes levadas a cabo por ONGs abortistas. Além disso, tornar legal, por si só, incentiva a infâmia: “Já que não é crime…”. 

Combater, verdadeiramente, o aborto, implica em dar um basta a essa cultura esquerdista do coletivismo, que se alastra em nosso meio, onde tudo é culpa da sociedade, e ninguém, individualmente, é responsável por nada.

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