ASCENÇÃO AO PODER

Josefh Stalin alcançou o posto de líder da extinta União Soviética em 1927, após dez anos dos bolcheviques tomarem o poder. Seu governo foi marcado por totalitarismo e reformas radicais no Estado, imposicões e perseguições aos opositores e minoria étnicas, como poloneses e ucranianos. Também promoveu a divisão de classes e perseguiu os ricos, os considerados burgueses pelo marxismo, além dos expurgos ao longo das décadas, como os campos de concentrações Gulags e coletivização da agricultura através das fazendas coletivas, após estatizar as propriedades privadas. No chamado stalinismo ocorreu um dos piores genocídios da história, conhecido como Holodomor, palavra ucraniana cuja tradução quer dizer “morrer de fome” e/ou “morrer de inanição”

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Iosif Vissarionovich Dzhugashvili (nome de nascimento) nasceu em 18 de dezembro de 1878, na cidade de Gori, Localizada na Geórgia, uma das
nações que formaram a União Soviética. Filho único de Vissarion (pai) e
Ekaterina (mãe) cresceu em um ambiente familiar problemático. As brigas frequentes, a violência doméstica e o desentendimento sobre o futuro do
filho causaram a separação do casal. Aos 17 anos, Stalin ingressou em um seminário teológico. Os biógrafos contam que ele era um
jovem de personalidade forte e rebelde. Na infância era chamado de “Soso” e na juventude, “Koba” E apesar de estudar em uma escola
religiosa, considerava-se ateu. Quando teve contato com os
ideais marxistas, aderiu a uma organização secreta que defendia a
independência da Geóriga, chamava-se Mesame Dasi (“terceiro grupo”).

STALIN, O MARXISTA REVOLUCIONÁRIO
Quando conseguiu o emprego no observatório de meteorologia da
cidade de Tiflis, maior cidade de Geórgia, envolveu-se com o Partido Operário Social-Democrata Russo, que tinha o intento de derrubar a monarquia czarista. Os trabalhos provenientes do Partido provocaram suspeitas na polícia secreta russa que passou a persegui-lo. Tempos depois eleito pelo comitê do Partido, foi preso e enviado para o exílio na Sibéria, em 1902. Na sua ausência o Partido
rachou, criando dois grupos: bolcheviques e mencheviques. Stalin ficou ao lado dos bolcheviques, envolveu-se com organizações criadas por camponeses, atividade ilegais, dentre elas assaltos a bancos. Os roubos financiavam o
movimento revolucionário que lhe renderam muitas prisões no exílio da
Sibéria. E mesmo assim quando fugia, voltava para as atividades
revolucionárias.
| HOLODOMOR | ANTI CRISTIANISMO | REVOLUÇÃO | SUBVERSÃO |
| Morrer de fome ou Morte por inanição | Perseguição Encarceramento Mortes | Estatização Cultural Educação | Roubos Manipulação Anarquia |

REVOLUÇÃO RUSSA
Durante Entre 1905 e 1917, Stalin ganhou destaque no
partido. Em 1902, mesmo no exílio, aceitou o convite para entrar no comitê do bolcheviques e tornou-se editor do jornal Pravda. Foi
assim que assumiu o pseudônimo “Stalin” que significa “feito de aço”. Em fevereiro de 1917, a monarquia foi destituida do poder e se estabeleceu um governo provisório. Stalin mudou-se para
Petrogrado e voltou a participar das ações revolucionários dos bolcheviques, até tomar o poder em 1917. Em 1922, Stalin assumiu o
posto mais alto do Partido Comunista da União Soviética (PCUS). Com a saúde de Lenin debilitada, a disputa pela sucessão no poder da União Soviética aumentou. Stalin disputou com Trotsky, Zinoviev e Kamenev, mas seu prestígio dentro do partido consolidou seu nome à sucessão.

STALINISMO
Foi um regime de terror promovido pelo totalitarismo, reformas radicais, perseguições e expurgos, até mesmo aos aliados do seu governo. No campo a estatização de fazendas tinha por objetivo criar fazendas coletivas. Holodomor foi um período de fome, pois o camponeses ucranianos não conseguiam produzir grãos suficientes para atingir a demanda do governo através da “requisição compulsória”, eram obrigados a fornecer toda a produção dentro de uma meta pré-estabelecida. E a maioria dos camponeses só atingiam o objetivo, se não tirasse parte para o próprio consumo,
muitas delas foram presas por comerem batatas. Com o passar do tempo, os três que se seguiram, a fome provocou milhões de mortes. O odor dos corpos em decomposição dominava muitas regiões, segundo o historiados Thomas Woods. Estima-se que o número de mortes alcançou cinco milhões, sem contar os que foram levados aos campos de concentração e nunca voltaram, o que pode ser superior a 14 milhões.

ANTI CRISTÃO
A Ata secreta do pacto Hitler-Stalim dividia a Polônia entre os 2 signatários e dava aos soviéticos liberdade para lançar mão da Eslovênia, da Letônia Lituânia, da Finlândia, da Bessarábia e da Bucovina do Norte. A maioria desses países novos eram católicos, o que para Stalin significava estarem subordinados a um poder estrangeiro: o Vaticano. Isso era inaceitável para o homem que se tornara o único Deus da União Soviética por ordem do qual, 168300 clérigos ortodoxos russos tinham sido presos só durante o expurgo de 1936 a 1938, 100000 dos quais tinham sido mortos, a igreja ortodoxa russa que tinha mais de 50000 paróquias em 1914 passou a ter 500, as muitas centenas de igrejas católicas nesses Estados bálticos que Hitler tinha acabado de trocar com a União Soviética, representava uma nova ameaça a imagem de Stalin, como o papai do país, como se chamava o tzar.

MORTE DO DITADOR
Stalin sofreu um derrame e morreu alguns dias depois em março de 1953, aos 74 anos de idade. Seu corpo foi embalsamado e exposto por um breve período devido ao culto à sua personalidade. O sucessor Nikita Kruschev denunciou-o pelos crimes cometidos durante o regime stalinista. Durante sua existência, casou-se duas vezes e teve três filhos. A primeira esposa morreu de Tifo, a segunda cometeu suicidio após um casamento infeliz. Segundo alguns biógrafos, enquanto estava exilado na Sibéria, o ditador se envolveu com uma menina de 13 anos que teve dois filhos, um dos quais morreu pouco tempo depois de nascer, o segundo e a mãe foram abandonados por ele.
Fontes: Brasil Escola; Toda Matéria, Aventuras na História, livro Desinformação.